quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Entrega-te

É deste sentimento que não ouso escapar
Que me faz em busca de afago ir
Não tenho como negar tamanha paixão
No céu desenhada como uma alusão estranha

São os lindos olhos que me atraem
A alva face que me toca
Um doce beiço que se lança a procura do outro
Mas não passa de mera ilusão

Ilusão involuntária
Estranha, confusa, cria o que seria ideal
Mente louca de um sonhador
Apaixonado pelos castanhos cabelos

Os detalhes já não me interessam
O que palpita verdadeiro jamais me entrega
Penso em poder arriscar
Sem medo de viver ou de amar

Assim como me arrisco em poesias
Tachadas de lindas, fumegantes
Embora sejam feitas com fins frios de decepção
Mas me arrisco a ponto de evoluir

Na evolução me encaminho
Mas ao contrário dos homens
Que buscam o saber o poder e o que jamais poderão ter
Me infiltro no belo coração
Palavras simples liberam o sentimento
Que jamais será demonstrado

Não por falta de vontade
Por falta de compreensão
De tantas outras primaveras desesti
Com o velho medo
Medo que me encolhe as pequenas cinzas
Cinzas de rejeição

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