quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Lugar

Não sei o que quero
Não acredito em destino
Então ao nada me entrego
Não vou a lugar nenhum
Nenhum este interior
Mais longe que o homem já chegou
Um espaço vazio
Sem luas, sem estrelas
Apenas com a solidão
De alguém que nada tem
A não ser meias palavras
De lugar algum ...

Volta

De volta á volta
Do ciclo ao nada
Ao incerto
A volta das dúvidas

Mas que bom
Me faz sorrir
Me faz vivo
Melhor que a monotonia
Do certo
Só os percalços do incerto

O olhar mirado
Nas nuvens que me trazem
As saudades do longo
Do infinito, finito

As felicidades retornam
Estão nos erros
Ainda mais nos acertos
Feliz enquanto puder tentar
Sorridente enquanto confuso

As palavras voltam a fluir
Sem rumo saem da boca
Ponta negra de um lápis
Registra a quem escreve

A beleza das palavras
Do sentimento que despertou

De novo ...