quinta-feira, 22 de novembro de 2007

De volta a ressaca

Já não faz muito tempo
Cheguei a me afogar
No distante horizonte
Fixado na imensidão azul

Tudo em conflito, tempestuoso
Demorei a me encontrar e equilibrar
Enquanto as ondas me afastavam de minha calmaria
Remava inconscientemente sem direção
Buscando algo sólido ou seguro
Mas só mergulhando em plena solidão

A ressaca me trouxe já esgotado
Enquanto milhares me defrontaram com seus olhares
Sentia a areia e a água calma a passar por meus dedos
Busquei encontrar o doce perfume
Aquele que a tempos venho procurando
Mas só encontrei a brisa suave

O carma era mais amistoso
As nuvens condizem com o vento, leves
O mar ficando mais calmo
E as várias mãos que me ajudavam
Me acolhiam e me faziam respirar novamente

Entendo a velha frase
Seja eterno enquanto dure
Porque as mãos me giavam a calmaria
Mas agora apenas acenam dizendo ... Adeus

Um fim de desgosto talvez
Mas que despertou bela felicidade
Volto a tempestade furiosa
Mas agora com braços mais fortes para remar.

Obrigado ...

Em agradecimento à todos os amigos que me apoiam e me ajudam em meu longo caminho.

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