quarta-feira, 7 de março de 2012

Caminhos obscuros


É a noite que me persegue
Que me prende
Que me arrasta
Pelo ódio infinito

Do sentimento destruido
Das veias entupidas
De grandes mentiras
Que saturam o ser

É a raiva que se alia
Ao conjunto indigno
Do paraíso inexistente
Que flutua logo acima

Acima das nuvens negras
Dos temporais
Do qual permaneci
Congelado pelos meus atos

Quieto
Mudo
Calado

Incoeerente
Irreverente
Orgulhoso demais

Orgulhoso demais para admitir
Que não poderia sair
Da prisão que a mim mesmo impus
Do cerco maldito

Cada um leia como quiser
Não responda
Interprete
Que os pensamentos só a mim resta compreender ...

terça-feira, 6 de março de 2012

O mais belo fim de tarde


No lindo fim de tarde
Que as gaivotas enfeitam
O belo pôr-de-sol que faz

Um olhar que reflete
Toda a beleza de um mar azul
Perdido entre nuvens

Nuvens brancas, negras, amareladas
Do sentimento que não se leva
Do abraço que se aperta

Do desagarro que não chega
Do seus lábios que não se afastam
Dos meus que não te largam

Dos versos que cintilam
Pura areia
Que meus pés se enterram

Tentam se manter firmes
Enquanto o leve corpo
Sonhador flutua
Distante de sua realidade

Olhos cerrados
Em abraço apertado
Em seus lábios molhados
Salgados

Ali me perdi
Naveguei contra minha solidão
Encontrei um clichê
Encontrei o porto de minha tormenta

Devasta
Nefasta
Abraça
Não se afasta

Me perdi
Como nunca
Desejei me perder
E nunca mais me achar
Na paixão
Que nunca mais vou encontrar