segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Submissão

Como é triste a situação
Povo é roubado na corrupção
Até quem não vota
Compromete a multidão

Meu país grita pela liberdade
Mas pouco liga para a realidade
Quando a ignorância esconde
Toda a verdade

Esse cheiro que sente o cidadão
É cheiro de ódio
E também corrupção

Vivendo na vergonha
Sem querer mudar
Levando em frente
Sem saber no que vai dar

Ferro e pau
A gente parte pra luta
O país ta no lixo
Cheio de filho da puta
Corre e bate
A violência resolve
A inteligência não
Sofremos com a mudança
Ignoramos a corrupção

O povo luta até quando der
Mas na realidade
Não é só peitar o que vier

Aqui você se cansa
Não se levanta
E nem adianta
Se um vento fraco te balança
Você fraco cai
Assim que se destrai
Você já nem sai
Por medo de cair
E nunca mais subir
Perde a vontade de agir
Quando de você vai vir
A insitência que há de existir ?
E do sistema você tenta
Mas nunca vai fugir !

Que a revolta não se restrinja às meras palavras de um louco por justiça.

Minhas velhas poesias - Parte 3

Rotina Rotineira Rotina - 13/11/2006

Constante rotineira a vida é
Enjoativa, cansativa e igualitária
Tão igualitária quanto a desigualdade
Espalhada por ruas sujas de ignorância

A sujeira exala tal odor
Odor este que chega a nós
mas não único e exclusivamente odor
Visual, sonoro, é assim que se sente o odor de ódio

O ódio se alastra
Vindo de toda aquela rotina
Aonde o ultimo será sempre o ultimo
E o primeiro comemora em piscinas de champagne

Que seja assim então
Como vós desejas a própria sociedade
Seja ignorante e rotineiro

E não se esqueça
Que apesar de toda esta igualdade
É esta a mesma
Que nos mantém vivo todas as manhãs
Após o ultimo ácido gole de chá.

Minhas velhas poesias - Parte 2

Momentos - 20/07/2006

Simples pedaços de pedra
Imóveis como tais
Capazes de fazer ruir
Toda a coragem com uma simples brisa

Vento este
Que tras aos olhos meus leveza
Fazendo com que possa eu
Admirar o céu alem do horizonte

Algo que talvez não tivesse admirado
Com tamanho cuidado
Se não tivesse aceito trocar
Por toda a minha vontade

Vontade essa momentanea
De fazer querer viver
Pois talvez após tantas reflexões
Seja possivel me fazer entender
Que a vida não é apenas um momento longo
E sim varios momentos que fazem uma vida

Talvez tivesse errado ao querer escolher
Caminhos melhores ou piores
Achar que tudo esta definido até o fim
Mas momentos é tudo que tenho

De ver o pesar das pedras rolar
É que a menina dos olhos esta a pular
Pedras estas que me fazem entender
Que sentir o momento é viver.

Minhas velhas poesias - Parte 1

O seu Brilho - 04/07/2006

Esperei muito para vos escrever
Os dias andavam obscuros
Eu não podia enxergar as estrelas
E muito menos o brilho do luar

Esporadicamente o pedi para ver
Passei dias , e noites ao teu rosto relembrando
E tua falta sentindo em um céu cinzento.

Mas foi quando o céu se iluminou
E se abriu, era possivel então rever as estrelas
E o brilho da lua resplandecia sobre minhas faces.

Mas nunca iria eu imaginar
Que o brilho mais bonito
É aquele que ia me trazer a pior noticia ...
A noticia de que, mesmo que a lua continue no céu
Ela não vai mais brilhar para mim
Não pelo menos com o SEU brilho.

Sentirei saudades, mas ainda resta as esperanças de não senti-la
Esperanças falsas e verdadeiras
De um incansavel poeta
Que não se cansa de amar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Entrega-te

É deste sentimento que não ouso escapar
Que me faz em busca de afago ir
Não tenho como negar tamanha paixão
No céu desenhada como uma alusão estranha

São os lindos olhos que me atraem
A alva face que me toca
Um doce beiço que se lança a procura do outro
Mas não passa de mera ilusão

Ilusão involuntária
Estranha, confusa, cria o que seria ideal
Mente louca de um sonhador
Apaixonado pelos castanhos cabelos

Os detalhes já não me interessam
O que palpita verdadeiro jamais me entrega
Penso em poder arriscar
Sem medo de viver ou de amar

Assim como me arrisco em poesias
Tachadas de lindas, fumegantes
Embora sejam feitas com fins frios de decepção
Mas me arrisco a ponto de evoluir

Na evolução me encaminho
Mas ao contrário dos homens
Que buscam o saber o poder e o que jamais poderão ter
Me infiltro no belo coração
Palavras simples liberam o sentimento
Que jamais será demonstrado

Não por falta de vontade
Por falta de compreensão
De tantas outras primaveras desesti
Com o velho medo
Medo que me encolhe as pequenas cinzas
Cinzas de rejeição

Um dia de metrô

É no olhar distante, que se notam os detalhes, e são neles que busca tal razão. Um passo define tudo, em última instãncia espera que o balanço lhe segure. Os trilhos vibram cada vez mais, se estabelecem as opções, a dúvida cresce a medida que a luz se aproxima.

A Dúvida não se afaga, o corpo é atirado ao ar, deixado à gravidade, é cedo e não há braços que o segurem, mas é tarde, a mão já está quase apoiada, abrem-se as portas do destino, o som representa a última chamada, o corpo ainda em queda, entra involuntariamente.

As janelase as portas trancadas não deixam agora opção de escapatória, só resta o velho banco, marrom, sentar e esperar a próxima estação, não há garantia de destino, mas os olhos na estação fixam-se. Põe-se a olhar através do vidro sujo, a fria, encapúzada.

De volta a ressaca

Já não faz muito tempo
Cheguei a me afogar
No distante horizonte
Fixado na imensidão azul

Tudo em conflito, tempestuoso
Demorei a me encontrar e equilibrar
Enquanto as ondas me afastavam de minha calmaria
Remava inconscientemente sem direção
Buscando algo sólido ou seguro
Mas só mergulhando em plena solidão

A ressaca me trouxe já esgotado
Enquanto milhares me defrontaram com seus olhares
Sentia a areia e a água calma a passar por meus dedos
Busquei encontrar o doce perfume
Aquele que a tempos venho procurando
Mas só encontrei a brisa suave

O carma era mais amistoso
As nuvens condizem com o vento, leves
O mar ficando mais calmo
E as várias mãos que me ajudavam
Me acolhiam e me faziam respirar novamente

Entendo a velha frase
Seja eterno enquanto dure
Porque as mãos me giavam a calmaria
Mas agora apenas acenam dizendo ... Adeus

Um fim de desgosto talvez
Mas que despertou bela felicidade
Volto a tempestade furiosa
Mas agora com braços mais fortes para remar.

Obrigado ...

Em agradecimento à todos os amigos que me apoiam e me ajudam em meu longo caminho.

domingo, 4 de novembro de 2007

Caminho das Dores

Não mais alto que o vôo dos pássaros
Nem mais longo que a chuva
É a minha doce tristeza
Deslumbrante e irradiante

Não é alegria, embora pareça
É o sentimento de estar vivo
E o mais bem querer das emoções
Desejar aquela todas as noites

Radioso sol que invade os quartos
Todas as manhãs me lembra sua forma
Os olhos cerrados vizualizam a velha amada
Incrível miragem que a alma fantasia

Migram as aves para um rumo sem fim
Rumo a imensidão vermelha parte a solidão
Sem palavras inexpressas em paixão
Esquece tudo em silencioso vão
Não temendo esperar pelo amanhã
A ti cabe adocicar o momento

Deixo tudo a mercê das flores
Do grande momento de dores
De todos os meus amores
Que não me deixem sozinho
No longo caminho
Sem minhas rimas finais feito um andarilho